segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O banquete dos banqueiros

por Veronica Machado

Não posso perder a oportunidade de relatar a todos o problema que tive com o Banco Real. Cansada de pagar taxas por qualquer serviço prestado - se bobear, o fato de você pisar no banco já é um motivo para uma cobrança indevida - resolvi encerrar a minha conta neste banco e não abrir em nenhum outro.

Então encerrei a conta no dia 28 de setembro de 2007 e para a desagradável surpresa recebi um comunicado, no início de outubro, informando um débito na minha conta. Foi quando descobri que a gerente não encerrou a conta (não apenas a minha como a de todos os clientes nas últimas semanas de setembro), portanto foi cobrado uma taxa sobre o valor da dívida anterior ao encerramento. Inconformada fui até a agência e os novos gerentes contratados disseram que a moça havia sido demitida e por revolta com o banco resolveu "prejudicar" os clientes.

Inacreditável, né?! Mas isso é apenas o começo. Até onde eu saiba, qualquer pessoa que queira encerrar sua conta deve pagar todas as dívidas. No entanto os gerentes não assumiram o erro com os clientes, obrigando -os a encerrar novamente e para que isso ocorresse os clientes deveriam pagar as taxas "devidamente" cobradas pelo banco.

Provavelmente os gerentes destes bancos devem estar acostumados a lidar com pessoas que ignoram seus direitos e que não se importam em pagar para livrarem-se de chateações, certamente quem age desta forma ajuda os banqueiros a lucrarem cada vez mais e a cobrarem de forma indevida juros e taxas de seus clientes. Não se enganem cada centavo doado para um banco representa milhões para estes porcos exploradores.
Apesar da faca e o queijo na mão para abrir um processo contra o banco Real preferi fazer valer os meus direitos enquanto cidadã, exigindo o cancelamento deste débito e o encerramento definitivo da conta. Visto que não havia nenhuma negociação através do banco, mesmo com a ameaça de um processo, procurei o serviço de atendimento ao cliente (SAC), enviando um e-mail explicando o ocorrido. Nada, nenhuma resposta, nenhum contato. Então procurei a ouvidoria do banco com mesmo procedimento. Após uma semana, deve ter caído a ficha de que sairia mais barato para eles encerrar a conta de uma trabalhadora do que pagar a conta de um processo.

Ainda assim tive que ouvir a arrogância do gerente ao atribuir o erro a mim e desta forma desculpar o banco da cobrança. Ou seja, eles estavam fazendo um favor a uma cliente e não se desculpando de um erro cometido. Fiz questão de deixar claro para este sujeito que sua atitude era uma obrigação e não um favor, o banco errou duas vezes a primeira por não assumir o erro com a cliente e segundo por tentar, em vão, persuadi-la.

Desde a resolução do problema, a ouvidoria do banco liga pelo menos uma vez por semana para minha casa para perguntar se está tudo bem. Engraçado, né?! Hoje tiveram a cara de pau de pedir que eu atribuísse uma nota ao serviço de ouvidoria do banco. Deixei bem claro que a ouvidoria é um serviço do banco e não descolado dele, a nota é o resultado do serviço geral oferecido pelo banco. E ainda assim, como um robô que não aceita uma resposta que não esteja programada, a atendente me perguntou se eu indicaria o banco Real para alguém. Não é possível! Será que as pessoas estão tão burras e tão mecanizadas, tudo bem, até entendo que faz parte do trabalho dela, mas deve existir um mínimo de coerência. Só me restou dar uma boa gargalhada no telefone e dizer: não, jamais indicaria este banco para alguém, inclusive faço questão de fazer propagandas negativas.

Outro episódio inacreditável ocorreu com uma amiga, ao devolver ao banco Itaú um empréstimo solicitado com adiantamento da data de vencimento, ela pagou uma multa! Ou seja, pagou por antecipar o vencimento da dívida, é claro, o banco perdeu os juros sobre o valor emprestado. Mas isso é um absurdo! É um afrontamento ao cidadão. A cada atitude passiva diante da ousadia inescrupulosa destes banqueiros assim como cada centavo descontado da conta de cada um, é o somatório dos ingredientes que fazem o banquete destes mercenários.

Um comentário:

bruno disse...

é um banquete a toda hora!!! recebi hj um cartão diferente do meu banco...o desdobramento desta história eu te conto...bjs!
a ouvidoria não existe mais (se já existiu)as respostas aos seus anseios são sempre distorcidas, nunca é clara...